20080227

Quebra ao silêncio...


Já dizia Martin Luther King, o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons...
Provavelmente já conhecem estas palavras, visto fazerem parte de um mail que tem vindo a circular por todos nós...
Contudo, acho que não custa nada relembrar (para aqueles que já o tiveram na caixa de correio)...
Que estas palavras consigam inspirar muitas pessoas, pois apesar de pensarmos que estamos numa sociedade onde "isto já não acontece" como muitos dizem, ainda costumo presenciar cenas que não lembram a ninguém...
Nota: Esta imagem "roubei" (desta vez roubei mesmo, sem qualquer autorizaçao) do blog "Falar das coisas"... por isso, ao Pedro Link, aqui vai o meu pedido de desculpas...

A seguinte cena aconteceu num voo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres. Uma mulher branca, aproximadamente de 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a Assistente de bordo.
“Qual o problema, senhora?” Perguntou a Assistente
“Não está a ver?” - respondeu a senhora – “vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Vocês têm de me arranjar outro lugar!”
“Por favor, acalme-se” - disse a hospedeira – “infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível”.
A Hospedeira afasta-se e volta alguns minutos depois.
“Como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Temos apenas um lugar na primeira classe. Falei com o Comandante sobre este problema”'.
E antes que a mulher fizesse algum comentário, a hospedeira continua:
“Veja, não é comum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica sentar -se na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa desagradável e indigna.”
E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: “Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois temos para o senhor um lugar na primeira classe...”
E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé…

Que se considere o meu silêncio quebrado...