20070424

Coisas valiosas...


Todos nós, temos coisas muito valiosas nas nossas mãos, que guardamos com carinho mas que, grande parte do tempo, não lhes damos o seu devido valor e a atenção que elas merecem..
Quando perdemos uma, apenas uma, dessas coisas valiosas sentimos um vazio, sentimos falta dela e só aí é que percebemos como ela era realmente importante, como poderiamos ter feito imensas coisas com ela se não a tivessemos perdido...
Por isso, olha para as tuas mãos e observa tudo o que tens... Depois, imagina que vais perdendo cada coisa, uma a uma... Como te sentes? Como isso te deixa? Assim, consegues ver o que é de mais precioso e valioso para ti! E como na realidade não o perdeste, ainda estás a tempo de lhe dar o devido valor e o carinho que merece...

20070409

Amigos ajudam-nos a pensar...


Era uma vez um rapazinho que tinha um temperamento muito explosivo.
Um dia, o pai deu-lhe um saco cheio de pregos e uma tábua de madeira. Disse-lhe que martelasse um prego na tábua cada vez que perdesse a paciência com alguém.
No primeiro dia o rapaz pregou 37 pregos na tábua. Já nos dias seguintes, enquanto ia aprendendo a controlar a ira, o número de pregos martelados por dia foram diminuindo gradualmente. Ele foi descobrindo que dava menos trabalho controlar a ira do que ter que ir todos os dias pregar vários pregos na tábua...
Finalmente chegou o dia em que não perdeu a paciência uma vez que fosse.
Falou com o pai sobre o seu sucesso e sobre como se sentia melhor por não explodir com os outros. O pai sugeriu-lhe que retirasse todos os pregos da tábua e que lha trouxesse. O rapaz trouxe então a tábua, já sem os pregos, e entregou-a ao pai.
Este disse-lhe: - Estás de parabéns, filho! Mas repara nos buracos que os pregos deixaram na tábua. Nunca mais ela será como antes. Quando falas enquanto estás com raiva, as tuas palavras deixam marcas como essas. Podes enfiar uma faca em alguém e depois retirá-la, mas não importa quantas vezes peças desculpas, a cicatriz ainda continuará lá. Uma agressão verbal é tão violenta como uma agressão física. Amigos são jóias raras, cada vez mais raras. Eles fazem-te sorrir e encorajam-te a alcançar o sucesso. Eles emprestam-te o ombro, compartilham os teus momentos de alegria, e têm sempre o coração aberto para ti.

Desculpa se já deixei alguma marca na tua tábua...

20070406

Quando uma porta se fecha...


“Quando na vida uma porta se fecha para nós, há sempre uma outra que se nos abre. O mal é que, em geral, olhamos com tanto pesar e ressentimento para a porta fechada, que não nos apercebemos daquela que se abriu ao nosso lado.”

Palavras de J. Paul Schimidt...
Se nos deixamos dominar pela mágoa e pelo ódio, não somos capazes de ver que a nosso lado está sempre alguém que nos estende a mão...
E outras vezes, quando não há portas, há um milhão de janelas abertas, mas nem nos lembramos que saltando por elas encontramos de volta o caminho a retomar...

20070404

O vendedor de balões...


Era uma vez um velho homem que vendia balões numa feira popular. Evidentemente, o homem era um bom vendedor, pois deixou um balão vermelho soltar-se e elevar-se nos ares, atraindo, desse modo, uma multidão de jovens compradores de balões.
Havia ali perto um menino negro que observava o vendedor e, é claro apreciava os balões.
Depois de ter soltado o balão vermelho, o homem soltou um azul, depois um amarelo e finalmente um branco. Todos foram subindo até desaparecerem de vista.
O menino, de olhar atento, seguia cada um.
Ficava a imaginar mil coisas...
Mas uma coisa o aborrecia, o homem não soltava o balão preto! Então aproximou-se do vendedor e perguntou-lhe:
- Se o senhor soltasse o balão preto, ele subiria tanto quanto os outros?
O vendedor de balões sorriu compreensivamente para o menino, arrebentou a linha que prendia o balão preto e enquanto ele se elevava nos ares disse:

- Não é a cor, filho, é o que está dentro dele que o faz subir.

Palavras que lutam contra o racismo de Anthony de Mello...
É incrível como ainda há tanta descriminação levada pelo racismo, mesmo quando pensamos que os tempos mudaram, ainda se observam nas ruas marcas dessa exclusão social...

Se alguma vez presenciarem (como eu já presenciei) não deixem que isso vos passe ao lado!
Como dizia Martin Luther King "o que me preocupa não é o grito dos maus... é o silêncio dos bons!"