“Everydody lies”, já dizia o Dr. House… E tomando a frase dele como ponto de partida, temos que a aceitar como uma verdade! Todos nós, em algum momento das nossas vidas, contámos uma mentira, para nos safarmos de algum castigo, para não magoar alguém, para evitar drásticas consequência e pior que tudo, mentimos a nós mesmos quando não queremos acreditar nas coisas mais óbvias e também mais dolosas mas nós próprios... A nossa mente tem mecanismos de defesa que fazem com que a mentira se torne uma verdade, apenas para aliviar aquele aperto no coração que sentimos em momentos de extrema tristeza… apenas para nos proteger, muitas vezes de nós mesmos…
Podemos contar as mentiras brancas, aquelas que contamos para fazer as pessoas sentirem-se melhores ou então as mentiras de racionalização que contamos para que nós próprios nos sintamos melhores…
E quando me dizem “ah e tal, eu não menti, eu apenas omiti”, a meu ver não deixa de ser uma mentira, não deixa de ser algo que procuramos esconder, pois se fosse perguntado directamente então mentiríamos porque seria impossível omitir…
Então mentimos a nós mesmos novamente, para acreditarmos que não mentimos, que apenas omitimos (os mecanismos de defesa são tramados)!
E as pessoas continuam a mentir, porque funciona… porque impede a desilusão daqueles que acreditam em nós… porque permite que as coisas se tornem mais fáceis, mais acessíveis…
Por isso, a todos aqueles que lêem estas palavras e que nelas encontram alguma verdade ou algum sentido, a próxima vez que se sentirem tentados a mentir, procurem dessa vez dizer a verdade, pois há formas de dizer a verdade que não são tão duras, que não magoem tanto!
(Podem sempre partilhar as vossas experiências em busca de uma greve à mentira num simples e simpático comentário…)